Tag: Inteligência Artificial

Mesmo sobre ombros de gigantes a ciência vai regredindo

Fotografia de folhas de papel branco enroladas, dispostas em camadas

O texto analisa a crescente percepção de regressão na qualidade da produção científica contemporânea, contextualizando esse fenômeno no cenário de pressões institucionais, como a cultura do “publish or perish”, e no uso potencialmente inadequado da inteligência artificial Read More →

Algo grande está acontecendo na ciência mundial e o Brasil parece estar de fora novamente

Humanoid robot with a white head sitting on a wooden bench, reading a magazine inside a building with large windows nearby.

Avanços recentes em agentes de Inteligência Arfiicial estão reorganizando a produção científica global, com ganhos expressivos de produtividade e automação de tarefas complexas. Enquanto pesquisadores no exterior já experimentam e redefinem suas práticas, o Brasil permanece com baixo debate, pouco acesso e foco excessivo em regulação. O resultado pode ser o aprofundamento das desigualdades científicas, exigindo resposta rápida baseada em experimentação, difusão de práticas e políticas de acesso. Read More →

Referências “zumbi” e “fantasma” na IA – em que diferem e como surgem

Fotografia de uma pessoa atrás de um vidro coberto de vapor, com as mãos apoiadas na superficie.

Duas espécies distintas. Uma delas são as “citações fantasma” (alucinações de referências), um dos fenômenos mais curiosos e frustrantes da IA generativa. Basicamente, a IA inventa um autor, um título de livro ou um link da Web que parece totalmente legítimo, mas que não existe no mundo real. Por outro lado, as “citações zumbi” surgem porque perpetuam referências a autores reais que foram retirados [apagados ou não] das bases de dados originais e, devido a lacunas em programas como o Google Scholar, continuam a ser citados. Disponível apenas em espanhol. Read More →

A lanterna de Diógenes e o autoexame do pesquisador: integridade científica sob pressão

Fotografia de uma mão segurando uma lanterna acesa em meio à paisagem de floresta à luz do dia.

Utilizando a metáfora da lanterna de Diógenes, Ricardo Limongi e Marcio Pimenta discutem o fazer científico contemporâneo. Mais do que fazer uma crítica, a imagem da lanterna propõe uma reflexão mais profunda: como voltar a luz para si mesmo, exercitando o autoexame, a responsabilidade ética e a integridade ao mesmo tempo que se enfrenta um contexto, muitas vezes, desfavorável ao pesquisador no Brasil. Read More →

A bajulação na IA: o risco da complacência

Fotografia de dois homens conversando enquanto mexem em computadores sob uma mesa.

A bajulação é um comportamento observado na inteligência artificial, que dá prioridade a concordar com o utilizador em vez de à veracidade dos factos. Esta tendência decorre dos processos de treino concebidos para maximizar a satisfação humana, o que pode validar erros graves em setores críticos como a saúde. Este comportamento, descrito como uma forma de «adulação digital», implica que a IA pode validar erros, reforçar preconceitos ou evitar críticas necessárias, desde que resulte agradável ou útil de acordo com a perceção imediata do utilizador. Para mitigar estes riscos, foram propostas estratégias como o ajuste ético, a conceção de sistemas que promovam a discordância e a utilização de prompts neutros em relação aos utilizadores.
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O dilema do professor na era da IA: ensinamos o prompt ou o processo científico?

Fotografia de uma pessoa digitando em um laptop sobre uma mesa, vista de cima, com luz natural e mãos sobre o teclado.

A velocidade de adoção de ferramentas de IA generativa na pesquisa científica gerou uma demanda legítima por capacitação técnica. Pesquisadores querem  e precisam  saber usar essas tecnologias. O problema surge quando a capacitação se reduz ao ensino de atalhos, sem a compreensão dos processos subjacentes que conferem ao pesquisador a capacidade de avaliar criticamente o que a ferramenta produz. Read More →

O Anel de Giges e a IA na ciência: Quando a invisibilidade desafia a integridade

Luzes desfocadas em efeito bokeh, formando uma composição abstrata

Se a IA pode ser usada sem ser detectada, como se sustenta a integridade científica? A partir da alegoria do Anel de Giges, este texto reflete sobre os limites da detecção, a proliferação de diretrizes e a necessidade de reposicionar o debate: da vigilância para a formação ética de pesquisadores. Read More →

A ascensão das publicações ‘predatórias’

Fotografia de linhas abstratas em tons neutros.

Nas últimas duas décadas, a publicação científica passou por uma transformação tecnológica e econômica que abriu espaço para modelos mais heterodoxos e, infelizmente, para práticas predatórias. Predatory publishing refere-se a periódicos e editoras que cobram (e muito caro) autores por publicar, afirmam práticas de revisão por pares e indexação que não existem ou são fraudadas e priorizam receita rápida em detrimento da qualidade científica. Read More →

Quem é o parteiro e quem é o parturiente? A perspectiva maiêutica para repensar autoria e responsabilidade epistêmica no uso de IA na produção científica

Fotografia de uma mão tocando uma lâmpada

A perspectiva maiêutica socrática oferece um enquadramento filosófico para repensar o uso de IA na produção científica. Em vez de um oráculo que fornece respostas, a IA pode ser uma parceira dialógica que ajuda pesquisadores a explicitar conhecimentos latentes e, assim, reposicionar a discussão sobre a autoria: o pesquisador permanece como agente epistêmico responsável, enquanto a IA atua como parteiro intelectual. Read More →

Integridade Científica na era da IA e os desafios da transparência: fraudes, manipulação e os novos desafios da transparência

Imagem digital de feixes de luz azuis.

A inteligência artificial transforma radicalmente os desafios da integridade científica. Das “paper mills” à geração automatizada de fraudes, vivemos uma crise que exige novas formas de transparência, detecção e governança para preservar a confiança na ciência, articulando tecnologia, reformas institucionais e cooperação internacional. Read More →

Os perigos do uso da IA na revisão por pares [Publicado originalmente no Hora Campinas em dezembro/2025]

Imagem de formas geométricas abstratas brancas e pretas em um fundo branco.

Dentro da minha vida acadêmica, estou sempre dos “dois lados do balcão”, como autor e avaliador. É um trabalho de alta responsabilidade pois temos o compromisso com a excelência da informação científica e aperfeiçoamento do artigo. Atualmente, autores podem usar genAI na preparação dos artigos com ressalvas, mas há restrições rígidas quanto ao uso na avaliação por pares. Read More →

O paradoxo da transparência no uso de IA generativa na pesquisa acadêmica

Fotografia de uma paisagem, vista por um vidro canelado

O uso da IA generativa na pesquisa acadêmica gera paradoxo entre transparência e credibilidade. Pesquisa revela que declarar o uso de IA, embora ético, pode diminuir a confiança no pesquisador. A falta de diretrizes claras e o estigma associado à IA dificultam a adoção da transparência necessária para garantir a integridade científica. Read More →

O relato “mais” transparente da pesquisa: uma cultura em evolução

Fotografia de várias esquadrias de vidro em cores e níveis de transparência variados

Há mais de duas décadas, Richard Horton, editor do The Lancet, trouxe à atenção questões intrigantes sobre a autoria científica e sua representação em artigos. Horton observou que o relato público da pesquisa nem sempre reflete divergências de opinião e interpretação de resultados entre os coautores. Revelar elementos desse “artigo oculto” vem sendo um processo essencial para o relato científico e a confiabilidade da pesquisa. É um processo em evolução que ganhará cada vez mais relevância no âmbito da pós-graduação, especialmente no contexto atual de produção intelectual cada vez mais permeado pela Inteligência Artificial Generativa. Read More →

Chega de Bardin? Um apelo à renovação da Análise de Conteúdo brasileira

Fotografia de pessoas trabalhando ao redor de uma mesa

A Análise de Conteúdo no Brasil vive um círculo vicioso centrado em Bardin com tutoriais que, não apenas replicam o seu modelo, mas também suas limitações, ignorando avanços em transparência, confiabilidade e replicabilidade, limitando o avanço do rigor científico nacional. Read More →

Linguística para uma inteligência artificial (IA) brasileira

Ilustração digital mostrando uma representação de um cérebro composta por circuitos.

A Plataforma da Diversidade Linguística Brasileira é uma proposta de curadoria de dados para treinar modelos de IA com dados estruturados do português e outras 250 línguas do país, atendendo diretamente ao Plano Brasileiro de Inteligência Artificial. A iniciativa busca reduzir custos ambientais, evitar vieses e criar tecnologias mais inclusivas para saúde, educação e serviços públicos. Read More →