Utilizando a metáfora da lanterna de Diógenes, Ricardo Limongi e Marcio Pimenta discutem o fazer científico contemporâneo. Mais do que fazer uma crítica, a imagem da lanterna propõe uma reflexão mais profunda: como voltar a luz para si mesmo, exercitando o autoexame, a responsabilidade ética e a integridade ao mesmo tempo que se enfrenta um contexto, muitas vezes, desfavorável ao pesquisador no Brasil. … Read More →
A bajulação na IA: o risco da complacência
A bajulação é um comportamento observado na inteligência artificial, que dá prioridade a concordar com o utilizador em vez de à veracidade dos factos. Esta tendência decorre dos processos de treino concebidos para maximizar a satisfação humana, o que pode validar erros graves em setores críticos como a saúde. Este comportamento, descrito como uma forma de «adulação digital», implica que a IA pode validar erros, reforçar preconceitos ou evitar críticas necessárias, desde que resulte agradável ou útil de acordo com a perceção imediata do utilizador. Para mitigar estes riscos, foram propostas estratégias como o ajuste ético, a conceção de sistemas que promovam a discordância e a utilização de prompts neutros em relação aos utilizadores.
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O dilema do professor na era da IA: ensinamos o prompt ou o processo científico?
A velocidade de adoção de ferramentas de IA generativa na pesquisa científica gerou uma demanda legítima por capacitação técnica. Pesquisadores querem e precisam saber usar essas tecnologias. O problema surge quando a capacitação se reduz ao ensino de atalhos, sem a compreensão dos processos subjacentes que conferem ao pesquisador a capacidade de avaliar criticamente o que a ferramenta produz. … Read More →
O Anel de Giges e a IA na ciência: Quando a invisibilidade desafia a integridade
Se a IA pode ser usada sem ser detectada, como se sustenta a integridade científica? A partir da alegoria do Anel de Giges, este texto reflete sobre os limites da detecção, a proliferação de diretrizes e a necessidade de reposicionar o debate: da vigilância para a formação ética de pesquisadores. … Read More →
O que os debates da FIL Guadalajara revelam sobre metadados para livros acadêmicos e como o Thoth Open Metadata e o SciELO Livros respondem a este desafio
No início de dezembro, ocorreu a FIL Guadalajara 20251 (Feira Internacional del Libro 2025), um dos principais eventos internacionais do setor editorial latino-americano. Entre as diversas atividades profissionais da feira, mereceu destaque o Encuentro de Editores Universitários Iberoamericanos, do qual participou a Thoth Open Metadata, reunindo editoras universitárias, pesquisadores e representantes de infraestruturas editoriais para discutir os desafios e oportunidades da publicação acadêmica na região. … Read More →
Acordos transformativos no Brasil: avanço necessário ou dependência ampliada?
O presente texto propõe uma análise da política de acordos transformativos, considerando três dimensões: o contexto internacional de críticas, as experiências de países e instituições que optaram por caminhos alternativos e a posição singular do Brasil como líder histórico no acesso aberto não comercial por meio da Rede SciELO.
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A ascensão das publicações ‘predatórias’
Nas últimas duas décadas, a publicação científica passou por uma transformação tecnológica e econômica que abriu espaço para modelos mais heterodoxos e, infelizmente, para práticas predatórias. Predatory publishing refere-se a periódicos e editoras que cobram (e muito caro) autores por publicar, afirmam práticas de revisão por pares e indexação que não existem ou são fraudadas e priorizam receita rápida em detrimento da qualidade científica. … Read More →
Quem é o parteiro e quem é o parturiente? A perspectiva maiêutica para repensar autoria e responsabilidade epistêmica no uso de IA na produção científica
A perspectiva maiêutica socrática oferece um enquadramento filosófico para repensar o uso de IA na produção científica. Em vez de um oráculo que fornece respostas, a IA pode ser uma parceira dialógica que ajuda pesquisadores a explicitar conhecimentos latentes e, assim, reposicionar a discussão sobre a autoria: o pesquisador permanece como agente epistêmico responsável, enquanto a IA atua como parteiro intelectual. … Read More →
Quanto tempo o periódico exige de você?
A fórmula do editor-chefe apresenta os parâmetros para calcular as horas de trabalho necessárias para o editor atender à demanda de submissões do periódico. Ela leva em conta, principalmente, o número de artigos e a taxa de rejeição, ampliando o conhecimento sobre a editoria científica, ao quantificar uma atividade historicamente invisibilizada. … Read More →
Soberania de Dados Científicos nas tensões entre a Abertura Global e a Autonomia Local
A soberania de dados científicos é essencial para uma ciência aberta verdadeiramente equitativa. Entre o ideal de abertura global e o risco do extrativismo de dados, é preciso construir infraestruturas locais, governança participativa e modelos de colaboração baseados em reciprocidade e justiça. … Read More →
Integridade Científica na era da IA e os desafios da transparência: fraudes, manipulação e os novos desafios da transparência
A inteligência artificial transforma radicalmente os desafios da integridade científica. Das “paper mills” à geração automatizada de fraudes, vivemos uma crise que exige novas formas de transparência, detecção e governança para preservar a confiança na ciência, articulando tecnologia, reformas institucionais e cooperação internacional. … Read More →
Os perigos do uso da IA na revisão por pares [Publicado originalmente no Hora Campinas em dezembro/2025]
Dentro da minha vida acadêmica, estou sempre dos “dois lados do balcão”, como autor e avaliador. É um trabalho de alta responsabilidade pois temos o compromisso com a excelência da informação científica e aperfeiçoamento do artigo. Atualmente, autores podem usar genAI na preparação dos artigos com ressalvas, mas há restrições rígidas quanto ao uso na avaliação por pares. … Read More →
Ciência Aberta entre Promessas e Paradoxos, democratização ou nova dependência?
A ciência aberta promete democratizar o conhecimento, mas enfrenta paradoxos profundos. Dados abertos não garantem equidade quando a capacidade de processá-los permanece concentrada. É preciso repensar a abertura considerando as assimetrias globais de poder para que ela não se torne uma nova forma de dependência. … Read More →
Plano S – quo vadis?
No final de 2025, o acesso aberto se tornou comum na retórica, mas fragmentado na prática. O caminho a seguir provavelmente não reside apenas na imposição do cumprimento, mas na diversificação das infraestruturas — combinando princípios globais com uma implementação regional em rede, impulsionada por acadêmicos. … Read More →
Colonialismo de Dados na Ciência: uma nova forma de dominação epistêmica
O colonialismo de dados representa uma nova forma de dominação que afeta profundamente a produção científica. Da extração sistemática de informações à imposição de lógicas algorítmicas, vivemos uma reconfiguração das relações de poder no conhecimento, exigindo um debate urgente sobre soberania científica. … Read More →
























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